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Trabalhadores de Centrais Sindicais do Paraná lotam neste momento as galerias da Assembleia Legislativa do Paraná. A manifestação é apoio ao projeto do Governo que prevê um reajuste do piso salarial entre 9,5% e 21,5%. O projeto foi entregue hoje (8) no início da tarde ao presidente da casa, deputado Nelson Justus (DEM), pelo vice-governador Orlando Pessuti, que fez o trajeto entre o Palácio das Araucárias e a Assembleia a pé, acompanhado de sindicalistas.
Se aprovado, o piso regional passará a variar entre R$ 663 e R$ 765 – valores até 50% maiores que o novo salário mínimo nacional, de R$ 510. O aumento causará impacto na economia paranaense de R$ 150 milhões por mês, segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com o coordenador da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Hamilton Estival o empresariado teme que o Paraná deixe de ser competitivo em relação a outros estado, como: RS, RJ e SP. "A indústria não está mais aguentando. (...) Os empresários vão ter um custo de R$1500,00 com os funcionários", relata Estival. (Ouça na íntegra clicando no ícone de áudio ao lado)
O Dieese aponta que o piso regional estadual é referência para mais de 1,5 milhão de pessoas, direta e indiretamente. O piso é aplicado para os trabalhadores assalariados cujas categorias não possuem acordo ou convenção coletiva de trabalho. A proposta reduz para quatro as faixas utilizadas para definir o piso de cada um dos grupos de ocupações – o atual modelo tem seis faixas.
Faixas salariais
O grupo I, formado por trabalhadores na agricultura, que recebem R$ 605,52, passaria a ter como piso R$ 663 – variação de 9,5%. Com o reajuste, os rendimentos nesta primeira faixa ficariam 30% maiores que o salário mínimo brasileiro.
No grupo II são enquadrados os antigos grupos 2, 3 e 4, trabalhadores em serviços administrativos, domésticos e gerais, vendedores e trabalhadores de reparação. O salário estadual aumentaria 11,9%, passando de R$ 615,10 para R$ 688,50. Na comparação com o piso nacional, o valor proposto é 35% maior.
Para o grupo III, trabalhadores na produção de bens e serviços industriais, o mínimo regional vai de R$ 625,06 para R$ 714 - variação de 14,2 pontos percentuais. Se aceito, o novo salário comprará 40% mais que o brasileiro.
O grupo IV, composto por técnicos de nível médio, que hoje tem previsto em lei salários de R$ 629,45, passaria a ter por direito piso salarial de R$ 765, aumento de 21,5%. Significa que o maior valor do piso estadual seria 50% mais alto que o salário mínimo nacional.

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