Gripe Suína

19/03/2010 às 11:32:11 - Atualizado em 05/08/2010 às 19:09:43

Boatos sobre vacina contra gripe A confundem população

Segunda-feira (22) começa a vacinação em gestantes, bebês e doentes crônicos

Elizangela Jubanski e Bruno Henrique

Uma série de boatos está sendo espalhada sobre a eficácia e a reação da vacina contra a gripe suína que começou a ser aplicada no Brasil no início do mês, em profissionais da saúde e em indígenas.

Mensagens eletrônicas circulam na internet assustando a população e colocando em dúvida o efeito da vacina. Há quem diga que ao tomar vacina, as pessoas correm o risco de contrair a doença. Para esclarecer essas dúvidas, a Banda B entrou em contato com a coordenadora da Central de Vacinação da Secretaria Municipal da Saúde, Raquel Farion, que alertou à população a sempre procurar um órgão de saúde para se informar.

“A internet é um meio onde tem de tudo e muitas vezes, nos deparamos com informações incorretas. Além de procurar um órgão de saúde para se informar, peço à população que confie no que o ministério da saúde está fazendo, pois o objetivo é melhorar e prevenir a população e não prejudicá-la”, disse.

A coordenadora ainda lembra sobre algumas informações da gripe suína no ano passado que também não passaram de boatos. “Não podemos dar ouvidos a boatos. É uma vacina que tem eficácia, foram feitos diversos estudos. E se tudo der certo, a segunda onda na vacina não terá o mesmo impacto que o ano passado. As pessoas devem ter confiança”, alerta Raquel.

Segunda fase

A segunda fase do cronograma de vacinação começa na próxima segunda-feira (19) e deve imunizar gestantes, bebês de seis meses a dois anos e pessoas com doenças crônicas estabelecidas pelo Ministério da Saúde como prioritárias.

Essa parcela da população que sofre com as chamadas ‘doenças crônicas’ não terá que comprovar por meio de receitas ou documentos que possuem essas doenças. Para que isso ocorra de forma adequada, Raquel pede que a população tenha bom senso. “Como não será necessária comprovação, a pessoa terá que falar qual a doença que ela possui. Terá que usar o bom senso. Se ela for até uma unidade e passar uma informação errada, ela poderá tirar a vacina de alguém que realmente vai precisar”.

Sem vacina

Há aquelas pessoas que mesmo se encaixando nos grupos de risco não poderão receber a dose da vacina. “Quem não pode se vacinar, são aquelas pessoas que tem alergia a ovo, porcentagem muito pequena na população. Pessoas com infecção grave, por exemplo, uma pneumonia”, informou a coordenadora.

Sobre os efeitos da vacina, Raquel responde que é uma vacina como qualquer outra, uns podem ter dor local, outros não sentem nada. “Depende de cada um, mas a aplicação é muito tranqüila”.

Todas as Unidades Básicas de Saúde estão disponíveis para realizar a aplicação da vacina. Postos 24H não estão autorizados a fazer. Para mais informações acesse o site da prefeitura municipal www.curitiba.pr.gov.br

Você precisa estar logado para comentar. Caso não tenha registro, clique em registrar.

Veja todos os comentários