É grande a procura por vacinas contra o vírus da gripe H1N1 na rede particular de clínicas e laboratórios. Na fila, pessoas que estão fora dos grupos de risco definidos pelo Ministério da Sáude. Só em Curitiba há uma fila de 17 mil pessoas no Laboratório Frischmann Aisengart/ Dasa, maior do sul do país, entre clientes particulares e funcionários de empresas credenciadas. "É uma lista de intenção de vacinação que colocamos em nossas 40 unidades. Não quer dizer que estamos garantindo as doses para todos que nos procurarem. A pessoa liga, deixa o contato e, assim que recebermos as vacinas, vamos entrar em contato para saber se há o interesse. Em média, recebemos cerca de 200 ligações por dia", disse o diretor da regional Sul do Frischamnn Aisengart/Dasa, Milton Zymberg, em entrevista à Banda B. Segundo o diretor, não há garantia sobre a quantidade de vacinas que cada laboratório vai receber. "Nossa expectativa é poder atender a todos que nso procurarem, mas dependemos dos fornecedores e de definições do Ministério da Saúde".
As vacinas da gripe A devem chegar nas clínicas e laborátorios particulares no final de março ou início de abril. Ainda não há definição do preço da vacina. A estimativa é que os preços variem entre R$ 60 e R$ 80 para cada dose que será diferente da oferecida na rede pública. "Além da cepa sazonal, vai ter também a cepa da gripe suína; ou seja, será uma vacina trivalente. A do governo é só contra o H1N1. A da gripe sazonal será oferecida separadamente", diz o diretor que disse não ter hoje como definir o preço de cada dose.
No programa de vacinação público, criado pelo Ministério da Saúde, serão contemplados primeiro os trabalhadores da área de saúde, indígenas, pessoas com doenças crônicas, gestantes, crianças entre seis meses e dois anos, adultos de 20 a 29 anos e maiores de 60 anos, nesta ordem. Estão fora dos grupos de vacinação gratuita crianças de 3 a 19 anos e adultos de 40 a 59 anos.
Saúde
10/03/2010 às 10:08:41 - Atualizado em 05/08/2010 às 19:09:47
Maior laboratório do sul do país tem 17 mil pessoas na fila da vacina do H1N1 só em Curitiba
Vacina deve chegar à rede particular em abril, mas ninguém sabe se haverá doses suficientes
Denise Mello
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