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O prefeito de Rio Branco do Sul, Adel Rutz, assassinado na noite desta segunda-feira (1º), era um homem idealista, mas que sabia muito bem o tamanho do problema que tinha assumido ao se tornar prefeito de Rio Branco do Sul. Um município que vive há muitos anos, uma crise política e financeira. Em entrevista ao repórter Antonio Nascimento, da Rádio Banda B, em outubro do ano passado, Rutz fez um desabafo: “Eu sou sincero, sou humilde, sou do interior, mas eu sinceramente, tenho que acertar a situação do município. Eu não estou conseguindo viver essa vida que levo hoje. Eu estou sofrendo com isso”.
Rutz falou sobre a situação do município: “Faz algum tempo que ninguém consegue tirar um mandato inteiro aqui em Rio Branco. Só uns pedaços de mandato. É por isso que a cidade chegou onde está. Ninguém renovou a frota de maquinário, de caminhões, automóveis. A oficina da prefeitura está em situação precária. Eu assumi o maior pepino do mundo”.
Não houve tempo
Na entrevista ele falou que precisaria de tempo apra colocar tudo em ordem. Um tempo que ele não teve. “Ainda vou precisar de mais uns seis meses para deixar em ordem tudo. Nós estamos arrecadando bruto R $ 3 milhões, e eu assumi o município com R$ 3,8 milhões de gastos. Já fiz muitos cortes e ainda não consegui, o município gasta mais do que arrecada. Com isso, salários estão atrasados alguns dias, não meses como antes, apenas dias, mas estou lutando pelo melhor de Rio Branco. Eu não sou um homem que veio enganar o povo, eu vim lutar", afirmou Rutz em outubro de 2009.
Projetos
“Já estamos com vários projetos do Paraná Cidade. São R$ 4 milhões de empréstimos que estou fazendo para começar ano que vem (2010). Vou comprar 13 ônibus escolar zero quilômetro, estou comprando uma patrola nova, um rolo para fazer asfalto e vou aplicar R$ 1,7 milhão em asfalto a partir de janeiro. Estamos com projetos bons, temos que renovar essa nossa cidade. Temos que deixá-la bonita", era o desejo de Adel Rutz interrompido com cinco tiros.

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