Interdição da Santa Casa de Colombo. De quem é a culpa?
Atualizado em: 11/01/2012 - 15:31
Certamente não teremos essa resposta. Mas, certamente não foi só por falta de gestão de alguém, mas certamente pelo atual sistema, pois hoje em sua maioria são mantidas através do convênio existente junto ao SUS – Sistema Único de Saúde.
As Santa Casas são entidades essenciais principalmente nas cidades menores, pois tem um papel de extrema importância na sociedade. Para quem não sabe, nasceram junto com o Brasil, aliás, antes da Constituição Imperial (1824), pois a Santa Casa de Olinda foi criada em 1539, a segunda foi a de Santos em 1543, a de Salvador em 1549, Rio de Janeiro 1582.
O Objetivo de sua criação é para prestar assistência médica aos mais necessitados, por isso, Santa Casa de Misericórdia, que significa “piedade, compaixão”. Esse objetivo segue até os dias de hoje, tenho certeza que a preocupação maior de todas é prestar assistência médico-hospitalar a quem precisar, de forma prioritária e gratuita, aos realmente necessitados.
A questão hoje é que as Santas Casas que não desenvolveram um atendimento particular ou seu próprio plano de saúde, tem que sobreviver através de convênio do SUS – Sistema Único de Saúde, e aí mora o perigo. Tabelas de Preços pagos pelo SUS insuficientes? Falta de gestão? Não posso responder, mas de uma coisa tenho certeza, a de Colombo certamente não será a única a ser interditada.
Não posso criticar a decisão do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM), no caso de Colombo, pois o objetivo foi preservar à sociedade o atendimento adequado.
Mas observem o que foi detectado na Santa Casa de Colombo pelos profissionais do Departamento de Fiscalização do Exercício Profissional do CRM: Falta de investimentos, condições estruturais inadequadas para o exercício da medicina, atraso salarial, ausência de diretores clínico e técnico que respondam pela instituição, impossibilidade de manter uma equipe médica permanente, falta de medicamentos básicos, materiais e equipamentos e ausência de escala médica de plantão.
Então: Falta de gestão, o sistema está ultrapassado, faltou apoio das autoridades?
Enfim, será que não está na hora da sociedade olhar com mais carinho a essas entidades. Com a palavra não só as autoridades, mas sim toda a sociedade, inclusive eu, você, todos nós.
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