A fila da PUC

Atualizado em: 01/02/2012 - 11:40

comentários

Desculpem o trocadilho mas, “A fila da PUC”, é o único título que se enquadra no que vou escrever aqui, liberando toda dupla interpretação.

Aconteceu comigo e com centenas de pessoas. Todas imóveis, reféns, à mercê dos serviços da Pontifície Universidade Católica, em Curitiba – PUC.

Fui até o tal de SIGA (Serviço de atendimento ao aluno) no final da tarde desta terça-feira (31). Missão: entregar documentos de um pedido de transferência da faculdade da minha prima, de Rondônia para Curitiba.

Cheguei lá às 17h42 e encontrei umas 300 pessoas na fila não só para este serviço, mas também para financiamentos, negociações, diplomas, bolsas e tantas outras questões.

Já estava desanimando quando o recepcionista me deu o número 2138, para calouros. Vi no painel eletrônico que havia 40 pessoas na minha frente nas senhas de calouros. O que qualquer um pensaria? “Tem 300 pessoas aqui mas na fila do serviço que busco há 40 pessoas na minha frente”. Certo? Errado, mas só descobri isso uma hora depois.

Foi quando comecei a desconfiar. A numeração de cada uma das oito áreas de atendimento seguia de forma aleatória: chamavam quatro de financiamento e nenhuma de calouros, por exemplo.

Fui perguntar e uma das funcionárias me disse: é por ordem de chegada para sabermos no fim do dia quantos atendimentos foram feitos para cada área; ou seja, quando cheguei havia 300 pessoas na minha frente e não as 40 que deduzi de forma lógica.

É mais ou menos como se a fila do caixa de um banco funcionasse assim: senhas para quem vai sacar R$ até 500,00, senha para quem vai sacar mais de R$ 501,00, senha para quem vai pagar conta de água, outra para luz... e assim, ao final do dia, o banco consegue saber a demanda para cada serviço. Não é brilhante? Só esqueceram de avisar a PUC que qualquer técnico de informática poderia instalar um sistema para obter esses dados “importantíssimos”. Mas vamos esperar...zzzzzzz...zzzzzz...zzzzzzz

Feito samambaia via que, dos 18 guichês, apenas 5 estavam em atendimento (as fotos na galeria abaixo comprovam tudo). Mas vou ganhar o céu, pensei e continuei lá, sentada.

De repente, uma jovem que havia chegado há “apenas” uma hora é chamada. E eu lá, há três horas esperando. Fui reclamar e preparem-se para a resposta da coordenadora: “Não sei o que houve, deve ser uma falha no sistema”.

Prefiro chamar de falta de respeito.

Estava em uma das universidades mais bem conceituadas do país sendo tratada com descaso e total desrespeito. Pais, mães, alunos acuados ao meu lado sem saída, a espera de um número no painel que não aparecia nunca, e a única coisa que a coordenadora me diz é que não sabe o que aconteceu???

Passei 3 horas e 20 minutos até ser atendida, mas, ao telefone com uma amiga, descobri que seu vizinho havia ficado 5 horas na mesma fila no dia anterior só para cancelar a matrícula da filha.

Respeito se aprende e se exercita ao longo da vida, principalmente em uma universidade.

 

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Comentários

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  • 06/02/2012 - 13:38 - Bomba

    Não fez nenhuma falta!

  • 05/02/2012 - 11:27 - angela035

    Ainda bem Denise Mello que você voltou das férias com suas "pilhas recarregadas" né!?... Se numa Universidade dessa você escuta “...Não sei o que houve, deve ser uma falha no sistema”... O que esperar do resto!!!! Meu Deus!!! Abraço!

  • 02/02/2012 - 10:02 - Bomba

    Mas que coisa, o que tem que vir encher o saco aqui em Curitiba?? è só gente de fora vindo para cá, estragar nossa cidade! o interior está aqui! Curitiba para os não curitibanos.... e acabaram com nossa cidade!